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Publicado em: 2013-02-02
A MUDANÇA SERVE-SE FRIA
Descubra as diferenças: ISLÂNDIA, exemplo nórdico de desenrrascanço

 

   

A Islândia é um país nórdico insular europeu situado no Oceano Atlântico Norte. O seu território abrange a ilha homônima e algumas pequenas ilhas no Oceano Atlântico, localizadas entre a Europa continental e a Groenlândia.

CapitalReykjavík

MoedaCoroa islandesa

População319.000 (2011) 

GovernoRepública parlamentarista

Pontos de interesseLagoa Azul,GullfossAskjaPerlan, etc...

Língua oficialLíngua islandesa

 

 

O banco islandês Landsbanki, na sua bebedeira de oferta de crédito, criou o Icesave. Uma espécie de banco virtual onde os clientes estrangeiros, sobretudo holandeses e ingleses, puseram muito dinheiro em troca de juros impossíveis. Depois sabe-se o que aconteceu. A banca islandesa, sempre aparada pelo governo neoliberal que tratou da sua privatização, colapsou. O islandeses revoltaram-se e o governo caiu. Os governos britânico e holandês decidiram pagar, sem perguntar nada a ninguém, os estragos aos clientes do Icesave dos seus países. E apresentaram a factura aos contribuintes islandeses. Ou seja, os islandeses tinham de pagar com os seus impostos as dívidas de um negócio entre privados: bancos e investidores.

Quando o governo se preparava para começar a pagar os astronómicos estragos da banca, o presidente Ólafur Grímsson decidiu referendar a decisão. Todos os governos europeus, todas as instituições financeiras e quase todas as forças com poder na Islândia, incluindo o governo e a maioria do Parlamento, foram contra a sua decisão. Tal referendo seria uma loucura. De fora e de dentro vieram todas as pressões. Se a Islândia tivesse a ousadia de não pagar seria uma "Cuba do norte". Ficaria isolada. Nem mais um investidor ali deixaria o seu dinheiro. Os islandeses votaram. 92% disseram que não pagavam. E, mesmo depois de um segundo referendo, não pagaram. A reação não se fez esperar. O governo do Reino Unido até se socorreu de uma lei para organizações terroristas, pondo a Islândia ao nível da Al-Qaeda.

A decisão repousava há algum tempo no Tribunal da EFTA. Quando estive na Islândia ouvi, de alguns especialistas, a mesma lengalenga: a Islândia ia acabar por pagar esta dívida. E até lhe ia sair mais caro. Que tinha sido tudo uma enorme irresponsabilidade fruto de populismo político.

Contrariando a posição de uma equipa de investigação da própria intuição e as temerosas autoridades judiciais da Islândia, que defendiam "um mínimo de compensação aos Governos britânico e holandês", o tribunal da EFTA isentou, esta semana, a Islândia de qualquer pagamento ao Reino Unido e Holanda.

O que estava em causa não era pouco. Era se deve ou não o Estado ser responsabilizado pelos erros dos bancos. E se devem ser os contribuintes a pagar por eles. Claro que a Europa já prepara novo enquadramento legal para atribuir uma maior responsabilização aos Governos pelas quebras no sistema financeiro. Duvido que resulte em maior vigilância ao sistema bancário. O mais provável é dar à banca a segurança que o dinheiro dos impostos cá estará para cobrir os prejuízos das suas irresponsabilidades.

Há coisas imorais que se naturalizam. Usar os dinheiros dos contribuintes para salvar os bancos das suas próprias asneiras foi uma delas. Como me disse o presidente Grímsson, "Temos um sistema onde os bancos podem funcionar como querem. Se tiverem sucesso, os banqueiros recebem enormes bónus e os seus acionistas recebem o lucro, mas, se falharem, a conta será entregue aos contribuintes. Porque serão os bancos tão sagrados para lhes darmos mais garantias do Estado do que a qualquer outra empresa?" Perante isto, os islandeses apenas fizeram o que tinham de fazer. Mas o Mundo está de tal forma de pernas para o ar que o comportamento mais evidente por parte de quem tem de defender os cidadãos e o seu dinheiro parece absurdo.

Afinal, a Islândia saiu-se bem. Saiu-se bem na economia, já abandonou a austeridade, está a mudar a Constituição no sentido exatamente inverso ao que se quereria fazer por cá e manteve a sua determinação em não pagar as dívidas contraídas por empresas financeiras privadas, tendo sido, no fim, judicialmente apoiada nesta decisão. Porque o governo islandês assim o quis? Não. Pelo contrário. Porque as pessoas exigiram e mobilizaram-se. E as pessoas, até na pacata Islândia, podem ser muito assustadoras.

Por cá, o mesmo banqueiro que se estava a afundar (parece que tinha comprado demasiada dívida grega) e que disse que os portugueses "aguentam" mais austeridade, recebeu dinheiro de um empréstimo que somos nós todos que vamos pagar, apresentou lucros excelentes e até vai comprar, imagino que com o nosso próprio empréstimo, dívida nacional. Ou seja, empresta ao Estado o que é do Estado e cobra juros. Porque nós aguentamos.

 

Portugal
Portugal, oficialmente República Portuguesa, é um país soberano unitário localizado no Sudoeste da Europa, cujo território se situa na zona ocidental da Península Ibérica e em arquipélagos no Atlântico Norte. Wikipedia
 
MoedaEuro
GovernoParlamentarismoEstado unitárioPluripartidarismoRepública constitucionalDemocracia representativa
Língua oficialLíngua portuguesa
 
Aguentamos? 
a Revolução dos Nabos 
já era ..!

"O 25 de Abril apanhou-me na infância, desprevenido e acrítico. Muito mais tarde, cumprindo o inenarrável Serviço Militar Obrigatório herdado do Estado Novo e da Guerra Colonial, explicaram-me os militares de Mafra (a "Casa-Mãe") mais dados à pedagogia humanista do que à mera formação militarista, a origem do 25 de Abril: umas questíunculas internas dos militares envolvendo uns ciúmes dos militares de carreira pela ascenção rápida de milicianos com formações civis mais sedutoras para acompanharem oficiais de alta patente e, em anexo, questões salariais evidentemente. Dado como sou, a resumos simples, sintetizei o 25 de Abril numa imagem: uma maçã na árvore apodrecida que a mais leve deslocação de ar derrubou. A isso seguiu-se a alegria revolucionária de um povo que falhara o século XX, ou seja, uma revolução dos nabos. Ainda hoje pagamos esta ausência de século XX. Um povo que saltou de uma só pernada do assalariado agrícola feudal e do operário da indústria condicionada para o telemóvel 3G, dois pelo menos, um em cada bolso. Pelo meio, ficámos com um país feio, sub-urbano, abandalhado, grafitado até ao tutano, governado por chicos-espertos do intocável "poder local" (grande conquista de Abril!), onde o sistema educativo é risível, o sistema judicial é inimputável e os grandes impérios económicos foram paulatinamente re-edificados (agora mais colonizados financeiramente pelos estrangeiros, fruto da descapitalização das nacionalizações). Ficámos assim: um país sem rumo, aleatoriamente governado por umas seitas semi-ocultas maçónicas, opus dei e quejandas, com um povo nostálgico da autoridade mas (des)educado na anarquia total (como diz a canção dos GNR) e avesso a regras. Um povo hipotecado aos bancos nacionais por sua vez endividados aos bancos estrangeiros que continua a consumir muitíssimo acima do que tem. E ouvindo falar de coisas extrordinárias como choques tecnológicos socráticos (tal como ouvira do homem novo cavaquista) sem ser capaz de ler sequer um pequeno texto em português padrão e sub-aprendendo línguas estrangeiras enquanto as TV's públicas e concessionadas lhe dão novelas "mongas" e futebolices. " (fonte:DBV)

Dos FRACOS não reza a História

Avesso a privilégios e honrarias, ao longo dos anos, Salgueiro Maia recusaria ser membro do Conselho da Revolução, adido militar numa embaixada à sua escolha, governador civil de Santarém e pertencer à Casa Militar da Presidência da República.

Em 1983, recebeu a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade, em 1992, a título póstumo, o grau de Grande Oficial da Ordem da Torre e Espada e, em 2007, a Medalha de Ouro de Santarém.


Em 1989, foi-lhe diagnosticado um cancro que, não obstante duas intervenções cirúrgicas nos anos seguintes, o viria a vitimar, a 4 de abril de 1992. Salgueiro Maia foi sepultado no cemitério de Castelo de Vide, na presença de três ex-Presidentes da República - António de Spínola, Costa Gomes e Ramalho Eanes - e de Mário Soares, chefe de Estado em funções, uma homenagem inequívoca ao maior exemplo de coragem e valentia da Revolução dos Cravos
.

Morreu aos 47 anos. A História consagra-o como o maior exemplo de coragem da revolução de 25 de Abril de 1974Salgueiro Maia, o capitão sem medo, desapareceu a 4 de abril de 1992.

"O português é caracterizado em todo o mundo pela sua capacidade de desembaraço - ou de desenrasca, como se diz na tropa. E naturalmente que (naquela madrugada) a condicionante de desenrascanço era relevante."


Não foi o capitão que nos tramou: desen-cravemo-nos pois! O país está a precisar de concertina!

 

 

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