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Publicado em: 2011-04-20
Páscoa revisitada: a Tradição não será o que era
IR AO MEXILHÃO
A apanha de mexilhão (e outros bivalves) tornou-se uma tradição familiar nas zonas costeiras de Portugal durante a Páscoa. Isto porque esta festividade se comemora na altura do Equinócio de Primavera, que provoca marés muito baixas (logo, propícias para a apanha de marisco). Este facto, associado à crença cristã de não se comer carne na Páscoa, acabou por criar a tradição de, na manhã de Sexta-feira Santa (feriado oficial,) as famílias se reunirem em zonas costeiras para apanhar mexilhão. A Câmara Municipal de Cascais (CMC), através da Agência Municipal Cascais Atlântico, encontra-se a promover a campanha de sensibilização “Na Páscoa quem paga é o mexilhão!”. A iniciativa tem como objectivo alertar para as consequências nefastas da apanha desenfreada de mexilhão durante esta época festiva. “Esta é uma iniciativa que surge depois de termos tido conhecimento de uma excessiva e desregulada apanha de mexilhão no Concelho” explica Carlos Carreiras. Um excesso que é provocado não apenas pela acção dos munícipes, por recreio, mas também por profissionais com motivações económicas. “Com esta campanha não queremos quebrar uma tradição de Cascais. Queremos antes explicar às pessoas que há limites para a apanha do mexilhão. E se esses limites não forem respeitados, estamos a colocar em causa o equilíbrio dos ecossistemas a eles associados”, conclui o Presidente da Câmara Municipal de Cascais. Nos últimos dois anos, a Cascais Atlântico registou a captura de grandes quantidades deste bivalve em três pontos de Cascais – Avencas, Mexilheiro (na zona da Guia) e Cabo Raso. A apanha de mexilhão num curto espaço de tempo e em tão grandes quantidades provoca graves problemas para este ecossistema: como são capturados os indivíduos de grandes dimensões, fica em causa o futuro reprodutivo da espécie (os bivalves maiores são mais fecundos do que os menores). Assim, após uma apanha desenfreada, são precisos vários anos para o reequilíbrio destas comunidades, o que também compromete a sobrevivência de outras espécies, por interferir na cadeia alimentar. É com o objectivo de sensibilizar para este problema que surge a campanha “Na Páscoa quem paga é o mexilhão!”, que será desenvolvida em todo o Concelho de Cascais (Costa de Lisboa), em várias frentes. A campanha vai abranger os restaurantes, que irão receber informação sobre os perigos de consumir e vender moluscos bivalves de origem desconhecida. Pretende-se, assim, que os responsáveis destes estabelecimentos só adquiram mexilhão capturado por profissionais da apanha que cumpram as normas legais para a chamada “apanha profissional” (Portaria n.º 144/2006). A sensibilização irá, ainda, ser desenvolvida no terreno: a 22 de Abril (Sexta-feira Santa) os técnicos da Cascais Atlântico estarão nas praias, informando os Munícipes de que só podem apanhar até dois quilos de mexilhão por pessoa, por dia (as regras para a chamada “apanha lúdica” são estabelecidas pela Portaria n.º 114/2009). Nesse sentido, irão ser distribuídos sacos com capacidade para dois quilos, que serão posteriormente pesados. A campanha vai também informar sobre o tamanho ideal para captura de mexilhão (no mínimo cinco centímetros de largura, tamanho atingido entre os 12 a 16 meses de vida), o período de interdição da captura (que corresponde ao período da época de reprodução, entre 1 de Maio e 15 de Junho), possíveis intoxicações provocadas pela ingestão deste animal, cuidados a ter, entre outras curiosidades. SANTA PÁSCOA e bom petisco - deseja a todos, cordialmente, SoNatural ! (fonte: www.cascaisatlantico.org)

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