2006-03-14    -    [ Politica ]
 
Sonhos

Os sonhos constituem a matéria-prima da realização humana. Sonhar é preciso, embora não valorizado no mundo do trabalho. Chamar alguém de sonhador é denegrir seu conceito. É ofensa, ainda que elegante. Na linguagem usual, quer dizer uma pessoa que não é realista, que está fora deste mundo.

A invenção, a criatividade, a inovação, a evolução, as tecnologias, os produtos, os serviços, a melhoria de processos, os mercados, os negócios e os usos são subprodutos dos sonhos.
É importante ressaltar que não realizamos nossos sonhos sozinhos.
Exemplo simples: a cadeira na qual o leitor esteja sentado lendo este artigo. Ela existiu inicialmente nos sonhos de alguém, isto é, como uma idéia, imaterial. E aqui a abrangência estende-se a sentimentos, desejos de se fazer ou modificar alguma coisa. Alguém sonhou com uma cadeira diferente, mais confortável, melhor. Enquanto estava na cabeça desse sonhador, era um sonho. No momento em que decidiu "tirar" essa idéia da cabeça e colocar no papel, transformou esse sonho num objetivo.

Um objetivo para ser alcançado precisa ser trabalhado. E o trabalho deve começar com um projeto, um plano. Estabelecido o plano, parte-se para a viabilização de recursos. Ferragem, pintura, tapeçaria, marcenaria, transporte, comercialização.
Como é complexa a realização de um sonho!
Os projetos educacionais e de desenvolvimento nas organizações, por sua noção histórica de treinamento (aplicação imediata na melhoria do desempenho) parecem não levar muito em conta esse aspecto da vida humana, por isso muitos falham. Precisamos alinhar os nossos sonhos com uma visão de empresa. Se esses valores não forem comungados, dificilmente serão compartilhados.

Para tecer algumas considerações finais, relativas aos processos de educação e desenvolvimento nas organizações, retomo uma frase de J.F. Kennedy: "Não há futuro para o talento, sem a educação que o desenvolva".
As confusões do uso, emprego e aplicação destes termos são freqüentes.